Essas pessoas, às vezes de pouca instrução, são verdadeiros candeeiros de sabedoria.
A sabedoria popular me fascina. "Quem está desempregado é porque está procurando serviço no lugar errado. E onde a gente tem que procurar? Dentro da gente."
Gosto da ideia do fazer, do just do it. De a gente aceitar o que hoje tem como uma oportunidade. E fazer no sentido de fazer o possível.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Grátis
Meu amor sempre foi gratuito, porque jorra de uma fonte inesgotável. Sempre foi doado espontaneamente como meu riso frouxo, de mão aberta, de mão cheia. E assim ele é livre. Se a gente espera retorno se decepciona, porque só pinga de vez enquando, vem feito pedacinho de pão para os pombos. Mas existe algo intangível que compensa muito no amor. Ele se multiplica dentro de mim. Ele transborda, ele flui, ele me faz sentir feliz e completa. Se não o recebo de volta é porque essa riqueza é um privilégio, uma dádiva. Ás vezes dá vontade de estender a mão e pedir um pouco dessa energia calorosa e divina do outro. Mas pedindo não teria valor. Pedindo não é amor. Quando menos espero que encontro um raro doador e ganho um gesto, uma palavra, uma história. Retribuir é uma parte de mim.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Eixo
A bailarina gira, gira
Se ela sai da rota, cai
Se ela perde o ritmo, ai
Ela precisa do movimento
Ela precisa estar em si
E dar a volta sempre
E completar os ciclos
Ela, eu
no centro,no eixo.
Se ela sai da rota, cai
Se ela perde o ritmo, ai
Ela precisa do movimento
Ela precisa estar em si
E dar a volta sempre
E completar os ciclos
Ela, eu
no centro,no eixo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Faz de conta
Se a luz acesa não apaga
Eu canto
Quem sabe espanta
Quem sabe um mantra
No outro dia eu trabalho
E o ofício sempre funciona
Para esquecer
Atrás de um livro
escondo o rosto molhado
Porque leitura é boa fuga
É um atalho
Para espairecer
Então, faz de conta
Que nada aconteceu.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Coisa séria
Gente é coisa séria
amor demais estraga
Não vem com bula
Não vem com mapa
Nem manual de instrução
Você fala pro bem não ouve
Não gosta de gente boazinha
Prefere quem não dá bola
quem anda de cara feia
quem fica na defensiva
Vai entender...
Eu quero amor em demasia
Eu quero rir até dar caimbra no rosto
Eu quero fazer o bem sem medo de ser feliz.
amor demais estraga
Não vem com bula
Não vem com mapa
Nem manual de instrução
Você fala pro bem não ouve
Não gosta de gente boazinha
Prefere quem não dá bola
quem anda de cara feia
quem fica na defensiva
Vai entender...
Eu quero amor em demasia
Eu quero rir até dar caimbra no rosto
Eu quero fazer o bem sem medo de ser feliz.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Quanta bobagem!
Tenho mania de tratar as pessoas que amo como crianças, mimar com muita frilula
todos os eles. Gosto de abraços exagerados, sacudidos, apertados, daqueles que
os adultos não ousam dar. Sim, ficam todos mal acostumados, exigentes, chiliquentos,
como meninos quando querem algo que eu não posso fazer. Mas também faço eles
esquecerem um pouco que a vida é cheia de obrigações, regras e dores. Faço eles perderem o medo do ridículo, esquecerem os problemas e gastarem tempo rindo das minhas bobagens infantis. E aproveitarem meus carinhos malucos, apertões no nariz,
cheiros no suvaco, puxões no dedo do pé. Quando chego em Salvador, lá da porta eu já canto para minha irmã: biloca, me dá uma beijoca. E falo: cadê meu pequeno-grande homem? para o meu irmãozinho. Pulo na cama do meu pai, chamo ele de meu velho branquelo. Levanto a minha mãe do chão com um abraço. Corro na sala com meu irmão pequeno, já até bati a testa no vidro por isso. A babá pensou que eu tinha problemas, não me conhecia. E daí?
Faço isso também no trabalho, com um pouco de ponderação, mas tenho mania de bobo da corte, de alegrar quem está triste, de fazer confusão quando o clima está pesado. Conto minha vida sem pudor, minhas histórias sem pé nem cabeça, assusto os moderados. Não pareço boba. Sou boba. E quando a gente faz 30 anos passa a assumir o que é.
todos os eles. Gosto de abraços exagerados, sacudidos, apertados, daqueles que
os adultos não ousam dar. Sim, ficam todos mal acostumados, exigentes, chiliquentos,
como meninos quando querem algo que eu não posso fazer. Mas também faço eles
esquecerem um pouco que a vida é cheia de obrigações, regras e dores. Faço eles perderem o medo do ridículo, esquecerem os problemas e gastarem tempo rindo das minhas bobagens infantis. E aproveitarem meus carinhos malucos, apertões no nariz,
cheiros no suvaco, puxões no dedo do pé. Quando chego em Salvador, lá da porta eu já canto para minha irmã: biloca, me dá uma beijoca. E falo: cadê meu pequeno-grande homem? para o meu irmãozinho. Pulo na cama do meu pai, chamo ele de meu velho branquelo. Levanto a minha mãe do chão com um abraço. Corro na sala com meu irmão pequeno, já até bati a testa no vidro por isso. A babá pensou que eu tinha problemas, não me conhecia. E daí?
Faço isso também no trabalho, com um pouco de ponderação, mas tenho mania de bobo da corte, de alegrar quem está triste, de fazer confusão quando o clima está pesado. Conto minha vida sem pudor, minhas histórias sem pé nem cabeça, assusto os moderados. Não pareço boba. Sou boba. E quando a gente faz 30 anos passa a assumir o que é.
domingo, 21 de agosto de 2011
Foi assim
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